Muitos lojistas olham apenas para o valor do frete na hora de calcular o custo de envio. O problema é que a operação logística envolve mais do que a etiqueta comprada na transportadora ou na plataforma de frete.
Quando a empresa ignora esses custos adicionais, a precificação pode ficar distorcida. Em alguns casos, o pedido parece lucrativo, mas boa parte da margem é consumida por despesas de envio que não foram consideradas.
O que é o custo real de envio?
O custo real de envio é a soma de tudo o que a empresa gasta para colocar uma encomenda nas mãos da transportadora ou do serviço escolhido para entrega.
Isso inclui o frete em si, mas também pode envolver embalagem, materiais de proteção, tempo operacional e outras despesas ligadas ao preparo do pedido.
Por que calcular isso corretamente?
Sem conhecer o custo real de envio, fica difícil tomar decisões como:
- Quanto cobrar de frete do cliente
- Quando oferecer frete grátis
- Qual valor mínimo exigir para frete grátis
- Quanto embutir no preço do produto
- Qual margem mínima aceitar em cada pedido
Essas decisões afetam diretamente a lucratividade da loja. O frete pode ser uma ferramenta comercial importante, mas só funciona bem quando está baseado em números reais.
Quais custos entram no cálculo
O primeiro item é o valor do transporte contratado. Esse é o custo mais visível, mas não é o único.
- Valor do frete
- Caixa, envelope ou embalagem
- Materiais de proteção
- Etiquetas e impressão
- Tempo da equipe de separação e embalagem
- Custos de postagem ou deslocamento
- Eventuais taxas relacionadas ao envio
Nem todo negócio precisa calcular todos esses itens da mesma forma, mas ignorá-los completamente costuma levar a uma visão incompleta do custo.
Comece pelo frete
O frete varia de acordo com origem, destino, peso, dimensões, modalidade e transportadora. Por isso, a empresa não deve usar um único valor de referência para todos os pedidos sem avaliar a realidade dos envios.
O ideal é observar os padrões da operação: regiões mais atendidas, peso médio dos pacotes e modalidades mais utilizadas.
Não esqueça da embalagem
Cada pedido precisa de uma caixa, envelope ou outro tipo de acondicionamento. Quando isso não entra na conta, a loja assume um custo invisível em cada venda.
Também vale incluir materiais como fita, papel de preenchimento, plástico bolha ou outros itens usados para proteger o produto.
O custo de envio começa antes da postagem. Ele nasce no momento em que a equipe começa a preparar a encomenda.
Tempo da operação também tem custo
Mesmo em negócios pequenos, o tempo gasto pela equipe para separar, embalar, etiquetar e postar pedidos faz parte do custo da operação.
Não é preciso transformar isso em uma conta extremamente complexa, mas é importante reconhecer que existe um esforço operacional por trás de cada envio.
Como calcular na prática
Uma forma simples de começar é registrar o custo médio por pedido em uma planilha ou sistema de controle.
- Anote o valor do frete de cada envio
- Some o custo da embalagem utilizada
- Inclua materiais de proteção
- Considere o gasto médio operacional por pedido
- Calcule a média por tipo de produto ou faixa de pedido
Com o tempo, a empresa consegue perceber quais produtos ou pedidos consomem mais custo logístico e quais possuem maior equilíbrio entre margem e frete.
Separe por perfis de pedido
Nem toda encomenda tem o mesmo comportamento. Um item pequeno e leve pode ter um custo logístico completamente diferente de um produto maior e mais frágil.
Por isso, faz sentido separar os pedidos em grupos ou perfis.
- Pedidos leves
- Pedidos volumosos
- Produtos frágeis
- Envios locais
- Envios interestaduais
- Pedidos com mais de um item
Essa segmentação ajuda a precificar melhor e evita aplicar a mesma lógica a situações muito diferentes.
Como isso impacta a precificação
Depois de entender o custo real de envio, a empresa consegue decidir com mais clareza como tratar o frete na oferta comercial.
- Cobrar o valor calculado do cliente
- Subsidiar apenas parte do frete
- Oferecer frete grátis acima de determinado valor
- Embutir parte do custo no produto
- Criar regras diferentes por região ou categoria
O importante é que a decisão seja feita com base em dados, e não apenas em percepção.
Cuidado com o frete grátis sem conta
Frete grátis pode aumentar conversão, mas também pode corroer a margem quando o custo real de envio não é acompanhado.
Antes de oferecer esse benefício, analise quanto sobra da venda depois de descontar produto, taxas, impostos e todo o custo logístico envolvido.
Como a SuperFrete pode ajudar
A SuperFrete pode ser usada para calcular opções de envio com base em origem, destino, peso e dimensões. Isso ajuda a empresa a entender melhor o custo do transporte em diferentes cenários.
Com cotações frequentes e dados reais dos pacotes, a loja consegue construir uma visão mais precisa do gasto com frete e usar isso na precificação.
Passos para começar hoje
- Mapeie o valor médio dos fretes
- Liste os custos de embalagem
- Inclua materiais de proteção
- Estime o custo operacional por pedido
- Separe pedidos por perfil
- Acompanhe a margem depois do envio
- Revise periodicamente sua política de frete
Teste sua operação com a SuperFrete
Se você ainda não utiliza a plataforma, pode começar fazendo cotações reais dos seus pedidos para entender melhor como o frete pesa na operação.
Use o CUPOM SUPERFRETE: H2B5 para receber R$ 5 de desconto em cada um dos 5 primeiros envios elegíveis.
Calcular o custo real de envio é um passo importante para precificar corretamente. Quando a empresa entende tudo o que está por trás da entrega, fica mais fácil proteger a margem e criar uma política de frete mais sustentável.